Os Três Amigos da Dra. Carolina

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Os três hóspedes no Rio do Céu da médica veterinária acupunturista que ama cavalos.

Tenho o prazer de conviver com cavalos desde os 6 anos de idade.

O primeiro cavalo que entrou na minha vida de vez foi o Joey, que mudou de plano em 2007 e tinha trinta e uns anos, mas o amor continua.

Eu fazia hipismo clássico e um ano depois do Joey aparecer ganhei o Vancouver em 1990, ele tinha 3 anos. Esse cavalo entra na categoria filho, ele não vai muito com a minha cara, me derrubou várias vezes e me deixou com algumas fraturas e outros machucados pelo corpo, a pergunta que as pessoas mais faziam em relação a ele era: Você nunca pensou em vendê-lo? E a resposta: É claro que não. Ele é temperamental, só faz o que quer, quando quer, o dia que resolveu que não ia mais saltar mancou (pode parecer mentira mas ele não tinha nada). Eu entendo e respeito a personalidade dele e o amo exatamente do jeito que ele é, como um filho, de no que der é seu filho por toda vida. (Vancouver se foi há dois anos, bem velhinho).

Depois veio o Tenerê, que apesar do pedigree e potencial, caiu em mãos erradas, teve uma doma horrenda, apanhou demais, ficou com trauma de homem, chicote e obstáculo, até carroça chegou a puxar. O ex-dono o comprou apostando que ele teria jeito, devido a sua excelente linhagem e seu passaporte azul (ele é alemão). Não teve como, o bicho não saltava uma vara no chão. Quando o conheci foi amor a primeira vista, e o ganhei de presente. Ele caminhava ao meu lado, brincávamos de pega-pega e nem gente, nem bicho podiam chegar perto de mim. Até que ele e o Vancouver se conheceram, formaram uma dupla dinâmica, e pela primeira vez na vida o Vancouver teve um amigo.

Por último veio o Nenego, era um cavalo de corrida, teve uma fratura no terceiro carpino, fez duas cirurgias que deram errado e virou cobaia dos estagiários até o dia que seria sacrificado. Um cirurgião me chamou pra fazer acupuntura nele, pois, ele não apoiava a pata no chão. Cuidei dele por 3 meses todos os dias, e claro me apaixonei. Num domingo nublado tirei-o da baia e ele apoiou a pata, foi como se eu tivesse apoiado a pata, eu ria e chorava, foi emocionante demais, foi superação demais da parte dele. E obviamente nós estamos juntos.

Sempre procurei fazer com que a vida deles fosse a melhor possível, mas faltava encontrar um lugar onde eles pudessem realmente ser cavalos. Fui visitar o Rio do Céu e tive certeza que esse era o lugar que eu procurava e que eles mereciam.

Eles tomam sol e chuva quando querem, as baias ficam abertas e a disposição, convivem com outros cavalos (viver em grupo faz parte da natureza dos equinos), brincam, brigam, correm, pastam, estão muito bem assistidos e são livres, vivem como cavalos tem que viver, sendo exclusivamente cavalos.

Meus meninos são felizes e eu também por poder proporcionar essa qualidade de vida pra eles.

PS.1  Romeu, me faz um favor, dá uma cenoura de presente p/ o Tenerê , hj ele faz 21 anos, fala pra ele que que eu tenho muito orgulho do ser vivo fantástico que ele é e que eu o amo muito. Sabe Romeu, quando meus meninos fazem aniversário quem ganha o presente sou eu, afinal, é mais 1 ano de vida boa que eu pude proporcionar. E essa felicidade não tem $$$ que pague.

Obrigada por cuidar tão bem deles pra mim!

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