Pessoas e Cavalos: Os Nove Princípios Éticos do Proprietário de Cavalos.

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A responsabilidade da pessoa pelo cavalo a ela confiado se prolonga até o fim da vida deste cavalo. Cada pessoa deve honrar esta responsabilidade no melhor interesse do animal.

“Os Nove Princípios Éticos” poderiam ser adotados por quem a “paixão por cavalos” transcende interesses econômicos, sociais e, principalmente, “egóicos”.

Em 1994, a Federação Equestre Alemã, que regulamenta a criação de cavalos e todas as modalidades equestres naquele país, publicou um pequeno folheto, Os Nove Princípios Éticos do Proprietário de Cavalos.
De lá para cá, o folheto que está na sétima edição, já totalizou mais de cem mil exemplares. Naquele país, a ressonância que os “nove mandamentos” têm tido evidenciou o quanto é necessário o conhecimento de cavaleiros, criadores e proprietários sobre as necessidades do cavalo, incluindo não apenas os manejos alimentar e sanitário, mas também questões relacionadas a treinamento, à utilização dos equinos e ao seu significado cultural.

Traduzido aqui pela amiga – dos cavalos em especial – Cláudia Leschonski, “Os Nove Princípios Éticos” é uma sugestão que podem ser adotados por todas as pessoas para quem a “paixão por cavalos” tem uma motivação que transcende os próprios interesses econômicos, sociais e, principalmente, “egóicos”.

1.Qualquer pessoa que esteja lidando com cavalos assume a responsabilidade pela criatura viva a si confiada.
2. As condições de vida dos cavalos devem estar adaptadas às necessidades naturais da espécie equina.
3. A saúde física e psicológica do cavalo deve ser sempre a consideração mais importante, independentemente da utilização do animal.
4. O ser humano deve respeitar a todos os cavalos por igual, sem levar em conta sua raça, idade e sexo ou sua utilização em criação, trabalho, esporte ou lazer.
5. Conhecimentos de Equinocultura, das necessidades dos cavalos e das técnicas corretas de manejo e treinamento são patrimônios culturais que precisam ser reconhecidos, registrados e transmitidos às novas gerações.
6. O envolvimento com cavalos favorece o desenvolvimento do caráter e da personalidade, especialmente para os jovens. Este significado precisa constantemente ser reconhecido e incentivado.
7. A pessoa que pratica um esporte juntamente com um cavalo precisa submeter ao treinamento adequado tanto a si mesma quanto o animal que lhe foi confiado. O objetivo de todo treinamento é a maior harmonia possível entre pessoa e cavalo.
8. O emprego do cavalo em qualquer modalidade desportiva precisa balizar-se por talentos naturais, capacidade física e disposição individual de cada animal. É incorreto e indesejável todo ato de influenciar artificialmente o desempenho dos cavalos, seja através de fármacos, seja por atuação inadequada das pessoas envolvidas.
9. A responsabilidade da pessoa pelo cavalo a ela confiado se prolonga até o fim da vida deste cavalo. Cada pessoa deve honrar esta responsabilidade no melhor interesse do animal.

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